No tempo de Cleópatra, o que as mulheres levariam na bolsa?

No tempo de Cleópatra, o que as mulheres levariam na bolsa? Sabemos perfeitamente quais os itens que não podem faltar em nossas bolsas, em hipótese alguma! As bolsas que usamos em nosso dia-a-dia são uma espécie de estojo de primeiros socorros, com uma série de objetos que acreditamos que é necessário ter sempre à mão. Celular, chave do carro, chave de casa, agenda, marmita, batom, lixa de unha… E por aí vai.


No entanto, como seria uma bolsa feminina há mais de 2 mil anos atrás? O que Cleópatra e suas conterrâneas levariam a tiracolo? Vamos viajar um bocadinho no tempo? Be right back Em primeiro lugar, na bolsa de uma mulher no antigo Egito, não poderia faltar:

1- Óleo Perfumado

Para suavizar e proteger a pele dos danos causados pelo vento e, principalmente, dos prejuízos causados pelo sol. Yes, garotinha, Cleópatra possuía o seu protetor solar! Ainda mais ela, que não era nem um pouco boba! Não apenas as mulheres, mas os homens também faziam uso desses óleos para amenizarem as queimaduras. Por que vocês acham que a Bíblia diz no Salmo 133, versículo 2: “Como óleo precioso derramado sobre a cabeça, que desce pela barba, a barba de Arão, até a gola das suas vestes”? – Os homens derramavam óleo sob o topo de suas cabeças na intenção de se refrescarem assim como nós fazemos, quando tomamos banho de chuveirão no escaldante verão do mês de janeiro. Vejam, já faz tempo que as pessoas caçam meios de se prevenirem do sol. E de quebra, além de se protegerem, as mulheres ainda ficavam cheirosinhas. Na Bíblia também adquirimos outro importante registro histórico sobre os costumes da mulher no mundo antigo: “Antes de qualquer daquelas moças apresentar-se ao rei Xerxes, devia completar doze meses de tratamento de beleza prescritos para as mulheres, seis meses com óleo de mirra e seis meses com perfumes e cosméticos” (Livro de Ester capítulo 2, versículo12, podem conferir). Um dos óleos utilizados por Cleópatra era o óleo de Ambrette (proveniente das sementes de plantas Hibiscus) ou óleos provenientes da Grécia. Também era comum naquela época o uso do “Bálsamo da Meca” (ou Bálsamo de Gileade, como é chamado na Bíblia – que é uma goma resinosa da árvore de “gileadensis Commiphora”), usado no intuito de deixar a pele macia e sedosa. Minha única dúvida gira em torno de um pequeno detalhe: de modo geral os óleos costumavam ser feitos a partir de uma mistura com gorduras de patos e gansos. Então, como eles poderiam ser cheirosos? Alguém se habilita a responder?

2 – Outros Perfumes

Na época de Cleópatra perfumes costumavam ser feitos com o uso de essências aromáticas de  íris, lótus, incenso, sândalo, canela e Mignonette. O mais velho de todos os perfumes do Antigo Egito é o "Kyphi”. Ele  foi o mais sagrado de todos os perfumes usados nos atos religiosos e todas as noites era oferecido pelos sacerdotes em seus templos. Era um incenso feito de mel, vinho, mirra, passas, zimbros, folhas de figueira, trevo, cardamomo, azedinha, cálamo galange, breu e Aspalathus. Contudo, para Cleópatra, Kyphi não se limitava aos deuses (a bichinha era convencida).

3 – Maquiagem para os Olhos

3.1 – Sombra

Eles criavam uma espécie de sombra com um concentrado de cor gerado a partir de uma mistura de metais pesados.  Os pós utilizados eram inseridos em uma paleta e misturados com água até que formassem uma pasta consistente, que também servia como repelente de insetos. Uma pesquisa realizada no final de 2009 por pesquisadores do Museu do Louvre em parceria com o Instituto francês CNRS afirmou que os produtos usados pela rainha do Egito continham uma pequena quantidade de sais de chumbo, que preveniam infecções no olho. A mesma pesquisa atestou que quando alguém tinha problemas de infecção na região, a maquiagem era usada como remédio.

a) Kohl

As cores preferidas das egípcias na hora de pintarem os seus olhos eram verde e preto. O colorido escuro era feito com Kohl, uma mistura de galena (principal minério de chumbo)  com fuligem, que eram estocados em potes lindamente decorados. Eram a embalagem da maquiagem de seu tempo. O Kohl servia como uma espécie de delineador. Os egípcios riscavam nas pálpebras uma linha preta horizontal, que partia do canto externo do olho até a orelha. Esse elemento altamente decorativo tinha um significado mágico, porque era a imitação das linhas do olho de gato, um animal sagrado para eles. Na hora de  aplicar esses cosméticos nos olhos, a mulher usava um bastonete de ponta arredondada, feito de madeira, bronze, hematita, obsidiana ou vidro. Muitos desses bastonetes, assim como os potes de cosméticos lindamente decorados, foram encontrados em salas de maquiagem e de banho de mais de 3 mil anos atrás! (Naquela época, já existia Spa! Send a kiss) Para as egípcias o Kohl era algo tão elementar que as mães  o aplicavam nos olhos dos bebês recém nascidos para prevenir doenças e evitar pragas.

b) Udju

Era uma sombra de coloração esverdeada  obtida  através da malaquita, um minério de cobre encontrado na forma de  hidroxi-carbonato de cobre no deserto de Sinai, que ao ser esmagado fornecia um pigmento verde vibrante muito utilizado em algumas pinturas na antiguidade. Para chegar ao tom  azul, eles misturavam óxidos de cobre e cobalto com bicarbonatos de sódio e cálcio e fundiam a mais de 700 graus Celsius. Essa fusão resultava em uma pedra azul que era moída e misturada com um aglutinante natural, como clara de ovo ou goma arábica, e virava uma espécie de guache. Para os egípcios, a maquiagem não servia apenas para embelezar, mas para protegê-los do mal, como um escudo.

4 – Rouge para os Lábios e as Maçãs do Rosto

O pigmento utilizado para colorir os lábios e as maçãs do rosto era o  “ocre vermelho”, composto de óxido de ferro hidratado que costumava ser extraído do solo, levado para a separação da areia em uma espécie de peneiração, em seguida ele ficava sob o sol para secar e queimar um pouco para realçar a coloração. Um vez que o ocre estivesse seco, os antigos egípcios moíam a cerâmica até virar pó, misturavam com gordura, óleo ou água para criar uma pasta e aplicar nas bochechas e as vezes nos lábios. Truquezinhos básicos!

5 – Joias

Os egípcios, de um modo geral, adoravam as joias, como colares, braceletes, anéis, tornozeleiras… Na concepção deles as joias não possuíam apenas a função de adornar o seus corpos, mas de protegê-los como amuletos e símbolos de boa sorte. As principais pedras e minerais utilizados eram cornalina, jaspe, lápis-lazúli, malaquita, cristal de rocha (quartzo), turquesa, galena e obsidiana. As joias eram ornamentadas por símbolos egípcios como o escaravelho, o nó de Ísis, a flor de lótus, o olho de Horus, o falcão, a serpente e a esfinge, que remetiam aos significados da escrita hierográfica e a religião. Os egípcios dominavam diversas técnicas de trabalho em metal, entre elas a marchetaria, a incisão, o esmalte e o relevo. E, querem ver mais uma coisa interessante? Uma pesquisa publicada na revista científica Meteoritics & Planetary Science revelou que alguns dos ferros que os antigos egípcios usavam para fazer suas joias vieram do céu! Ao analisar um colar de 5.300 anos de idade, os pesquisadores descobriram que o metal empregado era proveniente de um meteorito. Quer saber mais? Basta clicar aqui.

6 – Perucas

É rapeize,  é isso mesmo! Enquanto não falta a chapinha na bolsa da mulherada de hoje em dia, não faltavam perucas na bolsa das mulheres do Egito, há mais de 2.000 anos atrás! A peruca era o acessório mais desejado por elas! Devido aos surtos de piolhos, que eram comuns naquela época (não é à toa que o Egito é famoso por suas 10 pragas) Era uma piolheira só! Tinha gente passando na esquina e pegando piolhos com o vento! Era triste! E naquele tempo não existia Kwell! Surprised smile Imagine o sofrimento das pessoas coçando a cuca o dia inteiro! Por causa desse problema, era comum que  as pessoas que tivessem mais recursos raspassem suas cabeças, ou cortarem seus cabelos bem curtinhos, e utilizassem perucas. Geralmente essas perucas eram feitas com fios naturais mesmo, em outros casos, eram feitas com uma trama de fibras vegetais e lãs de carneiro, que deixavam um aspecto volumoso e denso. Vários corantes eram utilizados para produzir a desejada coloração preta, entre os de maior destaque estava a henna. Outro truque de beleza de Cleópatra era o uso da Aloe Vera na pele e nos cabelos.

7 – Aviso de Greve

Se você fosse uma mulher daquele período não lhe faltariam convites para participar da greve. A primeira greve na história da humanidade, da qual se tem registro, aconteceu no Egito, e uma das reivindicações era o direito à maquiagem. Acreditam? Cleópatra, com certeza, receberia rapidinho o aviso de que suas súditas estavam aprontando… Tst…Tst…Tst… Você se uniria à elas?

8 – Argila, Leite e Mel

São famosas as máscaras de argila de Cleópatra… Reza a lenda que toda noite, antes de dormir, ela aplicava uma pasta no rosto, uma mistura de leite de cabra e miolo de pão, além, é claro, de tomar banho de leite com mel. O que deixava a pele mais macia e clara, essa era a moda daquela época. Os homens deviam ser mais morenos e as mulheres mais claras. E a gente achando que foi a Xuxa que inventou o banho de leite em “Lua de Cristal”. Que nada. Há milênios, Cleópatra já mandava ordenhar cabras com esse único propósito.

9 – Cera para Depilar

Cabeças lisas e corpo raspado indicavam sinais de nobreza. Um corpo com pêlos não era desejável nem para homens, muito menos para as mulheres. No antigo Egito, as mulheres se depilavam usando argila, sândalo e mel. Ingredientes que dariam origem  à depilação com as ceras que conhecemos hoje em dia.

10 – Diário

No “Cleopatrae Gyneciarum Libri”– o diário perdido da Cleópatra, a rainha mais sedutora da antiguidade reunia diversas  receitas de óleos aromáticos, pomadas e cosméticos.  Sem dúvidas, ela deveria carregar esse diário para todo o lado que fosse. Imagine se algum historiador o encontrasse agora? Ele valeria milhões, vocês não acham?

11- Figos

Não poderia me esquecer deles. Figo era a sua fruta preferida!

12 – Serpente

E no meio dos figos, eu não duvido nada que ela tivesse o hábito de carregar uma serpente na bolsa. Nerd smile De acordo com a história, Cleópatra se suicidou, deixando que uma serpente da espécie Naja Egípcia lhe picasse, após ter sido derrotada por Otávio, imperador de Roma no ano 30 a.C.. Espero que tenham gostado. Beijos e até a próxima! Send a kiss Veja também outro artigo que eu escrevi inspirada em Cleópatra. Tenho certeza de que você irá se divertir! Para ler clique aqui.

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